BRASÍLIA – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que a meta do governo é elevar em 38% o percentual da taxa de médicos por habitante no país, aumentando de 1,8 para 2,5 por grupo de mil pessoas no país, até 2020. O programa do governo para aumentar o número de médicos formados no Brasil está sendo preparado pelos Ministérios da Educação e da Saúde, por determinação da presidente Dilma Rousseff.
Conforme revelou a coluna Panorama Político, do GLOBO, o pacote para ampliar a formação de médicos no país prevê a ampliação dos atuais cursos de medicina, na rede pública e privada, e a criação de novas faculdades, até mesmo por hospitais particulares de excelência, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein, em São Paulo; o Moinhos de Vento, em Porto Alegre; e o Aliança, em Salvador.
A ideia é ampliar vagas nos cursos de medicina das universidades federais, o que poderá ser feito já em 2012. Outra iniciativa será criar faculdades federais atreladas a hospitais mantidos pelo governo. Em outra frente, o governo estimulará universidades estaduais a fazerem o mesmo, assim como instituições privadas de boa qualidade. O ministro não citou quanto será investido, mas disse que será preciso contratar professores e comprar equipamentos.
Mercadante afirmou que faltam médicos no país, contrariando o que dizem entidades do setor. Segundo o ministro, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a taxa brasileira de 1,8 médico por mil habitantes é inferior à de Estados Unidos (2,4), Reino Unido (2,7), Argentina (3), Alemanha (3,6), França (3,5), Uruguai (3,7), Espanha (4), Portugal (3,9) e Cuba (6,7).
- Por qualquer parâmetro que se analise, o Brasil tem uma oferta de médicos inferior à de países semelhantes ou mais desenvolvidos. E você não melhorará a qualidade da saúde pública, se você não melhorar a oferta de profissionais – disse o ministro, após solenidade de posse da nova reitora da Universidade Federal de Roraima.
Mercadante disse que o governo ainda não fez propostas formais aos hospitais particulares de excelência. Mas ele aposta que haverá interesse por parte desses estabelecimentos em criar cursos próprios de medicina:
- Em relação a esses hospitais, é uma novidade. Vamos sentar com eles, ver o que seria necessário, se eles têm interesse.
Mercadante aproveitou para defender a lei do piso do magistério da educação básica e respondeu à crítica do governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da pasta, Tarso Genro, que classificou como “opinião furada” uma declaração de Mercadante sobre o tema. O piso foi reajustado em 22,22% e o RS é um dos três estados que, segundo o MEC, descumpre a lei:
- É um direito democrático dele ter uma avaliação sobre a natureza jurídica do piso — disse Mercadante. — Temos absoluta segurança jurídica que é um ato jurídico perfeito. No caso específico do Rio Grande do Sul, em primeira instância, o juiz já decidiu (contra o estado).
O ministro defendeu a concessão de aumentos reais ao piso, enfatizando que o atual valor de R$ 1.451 equivale a pouco mais de dois salários mínimos e que sem valorização do magistério não será possível melhorar a qualidade do ensino público. A posição de Mercadante vai contra projeto de lei enviado pelo MEC ao Congresso em 2008, que muda o cálculo do reajuste, limitando-o à inflação:
- Se não tiver um crescimento real, não será uma boa solução para a educação brasileira. Quando eu falo em crescimento real, eu estou falando acima da inflação.
Fonte: O Globo, 07/03/12




Caro Mercadante, não é aumentar o número de médicos, é dar condições técnicas para o médico ir para o interior. É criar plano de governo para médicos no SUS.
Consulta à 7 reais?
Cirurgia de retirada de vesícula a 50 reais?
Quanta hipocrisia desses “cumpanhero”
Caro Luca,
Deixe de ser hipócrita meu caro! Vc acha que somente sua profissão ganha mal no Brasil? Olhe para o lado picolé de coco!
O que vc quer na verdade e manter o previlegio de sua casta! ganhar 8 mil ou mais e trabalhar 20 horas, para embolsar mais uns trocados em outro emprego! Por favor! Tem que abrir mais faculdades sim! Mais medicos sim! A concorrência decide o resto ok! Prepare se, assim como todas as outras áreas fizeram! Chega de mamata para medicos mercenários! Quem pratica a medicina por vocação não se preocupa tanto com dinheiro como outros tantos mercenários! Valeu dima, manda ver!
Susman,
Não sei qual é tua profissão, mas teu comentário me fez pensar se você tem odio dos médicos? Você tem algum complexo de inferioridade, muita enveja ou você não conseguiu estudar medicina? Me fez lembrar um retardado mental que achava que quem estuda medicina não faz isso por necessidade e pensando no seu futuro e no sustento da família que vai formar -esposo(a), filhos- Susman, a ignorância é atrevida! saiba que é exatamente a mesma situação de qualquer ser humano que estuda numa faculdade para receber um diploma e se tornar um profissional que cai no mercado de trabalho para lutar e sobreviver. Acorda! pensa antes de escrever um comentário onde você discrimina um professional que salva vidas e um dia pode salvar a tua também. Um professional que dá duro para atender as pessoas e torná-las mais saudáveis. Você é um completo incompetente se você acha que isso não tem valor! Concordo com Luca que acha que com apenas essa ação o governo não vai resolver o problema. O problema é muito mais complexo do que você acha. Se você ainda não sabe, o governo e algumas prefeituras de lugares muito afastados das grandes cidades remuneram médicos com salários mensais de R$ 20 mil a R$ 30 mil mensais para mantê-los trabalhando 40 horas por semana em cidades que tem população de 1 mil a 10 mil habitantes e que não tem nem sequer 1 hospital e para fazer uma cirurgia de apendicite aguda o paciente precisa ser removido de helicoptero ou avião para uma cidade que tem infraestrutura adequada. Mesmo com esses salários, existem dificuldades de se encontrar médicos para trabalhar em lugares como esses. Ao final, os médicos não são os mercenários que você mencionou e pensam também como vão ter que sacrificar sua família morando num lugar assim onde nem ele vai ter condições de receber um tratamento adequado se tiver um infarto do miocárdio e nem os filhos vão ter condições de ir para uma escola com bons professores. Precisa ter uma mentalidade aberta e menos enveja da capacidade dos outros. Por outro lado, não duvide que médicos formados em faculdades de medicina mal estruturadas não terão a competência necessária para exercer a profissão e reze para você não topar com um desses médicos num momento de vida ou morte!
MUITOS MÉDICOS PREFEREM RECEBER SALÁRIOS RIDÍCULOS NAS GRANDES CAPITAIS E ATÉ FICAR DIAS SEM CONSEGUIR TRABALHO A IR PARA O INTERIOR, POIS LÁ MUITAS VEZES É IMPOSSÍVEL FAZER UMA BOA PRÁTICA DA MEDICINA DEVIDO A FALTA DE EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURA. MEDICINA É UMA PROFISSÃO EM QUE SE DEVE DAR EXCELENTES CONDIÇÕES DE TRABALHO A FIM DE MINIMIZAR O RISCO DE IATROGENIA E DE ERRO MÉDICO, OS QUAIS MATAM E MUTILAM. FORÇAR O MÉDICO A TRABALHAR SEM DIGNIDADE, SEM INFRAESTRUTURA E SEM BONS SALÁRIOS PARA SE ATUALIZAR LEVA A UM PREJUÍZO DE TODA A SOCIEDADE.
POR QUE NÃO INVESTE PELO MENOS 6% DO PIB EM SAÚDE JÁ QUE A CONSTITUIÇÃO PREVÊ MAIS DE 10%?????????? TANTO IMPOSTO E QUASE NADA VAI PRA SAÚDE!!!
VAN, PORQUE SERÁ, QUE SEMPRE QUE ALGUEM DISCORDA DAS OPINIÕES DE ENTIDADES MÉDICAS SEMPRE VEM UM MÉDICO E FALA QUE É PURO COMPLEXO DE INFERIORIDADE? MÉDICO É UM SER SUPERIOR OU É UM COMPLEXO DE SUPERIORIDADE DOS MÉDICOS? VAN QUAL É SUA OPINIÃO?
1)Como médico,acho que deve abrir mesmo. Já que nossa população acha que saúde e educação públicas devem ser regidas pelas leis de mercado (conforme alguns comentários acima),o mercado vai tratar de selecionar os melhores médicos para o setor privado e os piores para o SUS. O povo que arque com as consequências.
2)Susman,o fato de outras categorias serem pessimamente remuneradas não impede outras de reivindicarem. Fosse assim, professores de educação física não podem pedir aumento porque há atletas milionários. Nada a ver.
3) Há medicações cuja ampola custa 3000 reais e caso não seja ministrada pode custar a vida do paciente. Nem por isso a indústria farmacêutica fornece o medicamento de graça. E nem por isso vejo ninguém a chamando de mercenária.
4) O governo resolveu, por decreto, que o maior custo da medicina é do médico.KKKKKKKKK As licitações fraudulentas, os desvios,os salários nababescos de funcionários indicados, nada disso entra na conta dele. A ideia de que a saúde é ruim por conta dos salários dos médicos malvados só é boa para os corruptos, que nos cobram impostos nórdicos e nos oferecem serviços subsaarianos.
Tinha q avisar p nossos politicos nao esquecerem de igualar tambem o salario, condicoes de trabalho, equipamentos, estrutura, numero de vagas de especializacao e nivel de ensino com esses paises…
Com esse aumento do numero de vagas, a medicina vai se desvalorizar igual odonto. Tem muito dentista que se sujeita trabalhar por 1500 reais e em pessimas condicoes. A classe rica ficara com os bons profissinais q custam caro e mais uma vez a massa pobre com profissionais mal formados, sem especializacao, que se sujeitam ganhar 7 reais por consulta. Ja vi esse filme no meu Brasil, finge que me paga que eu finjo que atendo.
Professores em hospitais escola ganham muiiiito mal (nao mais que 2000 reais), ensinam por hobby, por amor a profissao, por gostar de estar perto de alunos e de se atualizar. Tenho professor que fala assim: perco dinheiro vindo ensinar vcs aqui…
Portanto, ha muito trabalho a se fazer para melhorar o nivel da medicina brasileira em varios aspectos, e nao so criar um exercito de reserva mal formado as pressas e despreparados para gerar numeros para o relatorio dos nossos Cumpanheiros e impor um salario menor pela concorrencia.
Porque nao aprovam um piso salarial minimo? A arrecadacao de impostos aumentou significativamente e pouco eh repassado p saude. Ganhamos do Haiti e da bolivia na america em porcentagem do Pib repassado p saude. Pq nao igualam esses valores aos dos EUA, franca, chile, reino unido, portugal? Pq nao criam condicoes p medicos trabalharem no interior pobre do pais e fazer diminuir a desproporcao de nao assistidos pela saude publica? As capitais e cidades grandes tem muitos medicos e com certeza superam essa proporcao… acooooorda Dilma e Mercadante
O Brasil tem uns dos menores índices de médicos por 1000 habitantes do mundo. Aqui, se tornar médico é mais dificil do que qualquer outra profissão e consequentamente estes profissionais estão entre os que possuem melhores renda e desfrutam de maióres privilégios. Alguém já ouviu falar de um médico que ficou em falta de emprego? Ao contrário, tem tantos a sobrar que a maioria destes profissionais se sobrecarregam com 4, 5 ,6 vínculos ou mais, em detrimento da qualidade da assistência. A grande maioria ném cumprem sua carga horária e mesmo assim recebem integralmente. A má qualidade da saúde no Brasil é fruto de uma classe médica supervalorizada pela mão de obra escassa que lhe dá previlégios que nenhum outro profissional tem neste país como escolher onde trabalhar, quando trabalhar, como trabalhar, “pedir a cabeça de outro profissional da saúde” e não bater ponto de frequência. Cuba tem um pib infinitas vezes menores que o Brasil, mas lá, também, os índices de saúde são infinitas vezes melhores que aqui. isso porque no Brasil há 1,8 médico para cada mil habitante e em Cuba existe 1 para cada cem famílias. Em qualquer país do mundo, o médico precisa se qualificar, como qualquer outro profissional, para garantir um lugar de destaque no mercado. No Brasil, “mal os estudantes de medicina aprendem a manusear um estetoscópio e já estão tirando plantões em pequenas cidades do interior”. Não tenho nada contra médico. Acho que esta profissão é muito, (muito mesmo), importante, assim como engenheiro, advogado, enfermeiro, juíz, motorista, garí e todas as autras, a diferença é que na maioria destas, existe um processo de seleção onde o usuário escolhe aquele melhor preparado, já no caso dos médicos, o mercado é obrigado a “engolir” os poucos e desqualificados que estão sendo disponibilizados.
Gostaria de entender em que os “comentaristas”, alheios a realidade médica atual se baseiam para afirmar que os médicos fazem parte de uma classe “supervalorizada”. A massa da medicina que tenho contato (obviamente exceto os medalhões) tem remunerações que não ultrapassam R$ 4.000,00 para trabalhar 20 horas semanal. Isso sem direito o 13º salário (que deveria ser um direito de todo trabalhador), férias, vale transporte, vale alimentação, ticket, carteira assinada etc. Não sei se essa remuneração pode ser considerada uma “supervalorização”. Uma coisa que se confunde muito são médicos picaretas (recebem e não trabalham) e os médicos em geral (que tem diversos empregos para mantar um padrão de vida relativamente um pouco melhor), neste segundo grupo não é raro que se encontre médicos que fazem mais de 90 horas de trabalho semanal. Ai você me diz: -está vendo, faltam médicos… e eu te afirmo: -a maioria ao longo dos anos simplesmente se cansa de trabalhar em ambientes insalubres e desqualificados, prestando uma saúde de má qualidade.
Dilma e cia, se querem melhorar a saúde, passem a investir em melhores condições de trabalho, maior oportunidade de atualização e mais tecnologia, principalmente no interior do Brasil!